Police Reunion
Sep
25
2007
Lisbon, PTEstadio Nacional
With Fiction Plane
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Police cantaram êxitos...

Os Police actuaram terça-feira no Estádio Nacional, em Oeiras, 27 anos depois da primeira actuação em Portugal.

Sting, Stewart Copeland e Andy Summers recordaram os clássicos, que cumpriram a tarefa de manter o trio britânico no topo, durante 30 anos. Logo na abertura, 'Message In A Bottle' levou o público ao rubro. ''Tudo bom, Lisboa? Estou muito feliz por estar aqui com vocês'', disse Sting, num português esforçado, aos fãs que protagonizaram uma calorosa recepção ao trio.

Nesta altura ainda imensas pessoas entravam no recinto, que ficou bastante aquém da lotação esgotada.

O alinhamento foi em formato best of, começando por 'Message In A Bottle' e terminando com 'Next To You', passando por 'Every Little Thing She Does Is Magic', 'Roxanne' ou 'Every Breath You Take'.

'Can't Stand Losing You', 'Walking On The Moon', 'De Do Do Do, De Da Da Da' e 'Voices Inside My Head' foram alguns dos muitos temas com direito a maior ovação.

No final, Sting (56 anos), Summers (64) e Copeland (55) abraçaram-se e agradeceram ao público em conjunto.

Na primeira parte do espectáculo actuaram os Fiction Plane, banda liderada por Joe Sumner, o filho de Sting, cuja voz é semelhante à do pai.

(c) Jornal da Madeira



The Police relembram músicas míticas...

Quase 30 anos após a actuação no Restelo, os The Police surgiram no Estádio Nacional relembrando as míticas músicas da banda. Um concerto esperado por milhares, mas que não correspondeu às expectativas dos aficcionados que a ele assistiram.

Numa noite mais fria do que o habitual, o trânsito complicava o acesso ao Estádio Nacional, onde actuaria a banda de Sting, após 27 anos sem concertos em terras lusas. às 21h45 surge a mítica banda ao som de 'Message In A Bottle' que animou as 30 mil pessoas, que na terça-feira passada ultrapassaram o frio, o trânsito e o preço dos bilhetes para ver a banda.

Apesar das bancadas laterais estarem vazias, o público no relvado aplaudia efusivamente e participava no concerto, mas sem se perceber muita movimentação. Para além de alguns jovens, a maior parte dos espectadores teria meia idade, alguns sendo a segunda vez que viam The Police ao vivo. Eram talvez estes os que mais cantavam e se divertiam no concerto.

O concerto prosseguiu com 'Synchronicity II', após um salto de Sting, previamente combinado com os fotógrafos. Antes de tocarem o 'Walking On The Moon', o carismático músico disse em claro português: 'estou muito feliz por estar aqui com vocês'. Depois de 'Voices Inside My Head', o público gritou, aplaudiu e seguidamente dançou ao som de 'Don't Stand So Close To Me'. Músicas que mais foram aquecendo o Estádio Nacional.

Margarida Ferreira, 42 anos, enquanto dançava e cantava, contou ao JANEIRO que 'gosta de todas a músicas' e que apesar de ter visto os vigorosos The Police de 1980, prefere-os agora por 'tocarem melhor juntos e estarem mais amadurecidos'. No entanto, não é esta a opinião geral. Mário Reis, 50 anos, conta que o 'concerto de 1980 foi muito melhor', pois os músicos ingleses 'tinham mais capacidade de encantar multidões'. Madalena Cambezes, 40 anos, afirma mesmo: 'O concerto está a ser mau'. Por não estar com lotação nem perto da esgotada e os cantores de 1970 já estarem 'sem voz', acentuou. Rui Pedro, 41 anos, fã de The Police, de lenço na cabeça, confessou estar a 'adorar o concerto rock'. Outros afirmaram estar a gostar mas estar 'morno' ou simplesmente 'não corresponder às expectativas'.

Sting em conjunto com Andy Summers e Stewart Copeland ressurgiram em Lisboa para um espectáculo que animou sobretudo os menos jovens, em memória do pop rock dos 70.

Desde que o trio anunciou, em Fevereiro de 2007, que se iam voltar a juntar, os Police surgiram com uma tournée mundial, com início a 28 de Maio em Vancouver, Canadá.

O alinhamento do concerto de terça-feira, foi o mesmo dos anteriores espectáculos internacionais: 'Message In A Bottle', 'Synchronicity II', 'Walking On The Moon', 'Voices/When The World', 'Don't Stand So Close', 'Driven To Tears', 'Hole in My Life', 'Truth Hits', 'Magic', 'Wrapped Around Your Finger', 'De Do Do Do, De Da Da Da', 'Invisible Sun', 'Walking In Your Footsteps', 'Can't Stand Losing You', 'Roxanne', 'King of Pain', 'So Lonely', 'Every Breath You Take', e por último, 'Next To You'.

(c) O Primeiro de Janeiro by Bárbara Gouveia



Police levaram o Estádio Nacional ao rubro...

A primeira imagem do Estádio Nacional, durante a actuação dos Fiction Plane (a banda do filho de Sting), era desoladora. Parecia até que se tratava de um concerto com uma banda menor, mas, À medida que os minutos para o concerto dos Police se foram escoando, o recinto foi enchendo até quase esgotar (excluindo a zona das bancadas). E foi com naturalidade que se ouviu um coro imenso quando as luzes se apagaram. O palco estava pronto e o público também. Passavam 17 minutos da hora inicialmente prevista para a entrada dos Police (21.30).

Começaram por atacar 'Message In A Bottle', com um ''Boa Noite Lisboa'' pelo meio. Tal como se previa, os Police não alteravam o alinhamento escolhido para esta digressão, o que ficava comprovado logo de seguida com 'Sinchronicity II' e 'Walking On The Moon', já com direito a coro popular. Sting treinara o seu português na apresentação de Andy Summers e Stewart Copeland, perguntando de seguida se estava ''tudo bom''.

A espera valera a pena. As terríveis filas no acesso ao Estádio Nacional não tinham esmorecido uma banda que, apesar de uma longa pausa, comemorava 30 anos com uma digressão única e irrepetível. Muitos foram os que se queixaram do preço dos bilhetes, acabando por ir para o relvado quando a preferência eram as bancadas. Talvez por isso, esta fosse a zona mais despida do Estádio Nacional numa noite bastante fria.

Para grande parte do público, foi o reviver da adolescência. Por isso, os antigos êxitos passaram de boca em boca num sentimento de partilha geracional. Ao contrário dos festivais e de grande parte dos concertos, a juventude tinha ficado em casa e, desta vez, os pais também tiveram direito a divertir-se. Para o sexo feminino, a presença de Sting num palco tão grande era também motivo de grande excitação. Ainda por cima, o vocalista da banda monopolizava um ecrã só para si, com uma realização que não escondeu o quão magro se encontra.

Sem ser uma grande produção visual - os Police sempre valeram mais pela música - nenhum pormenor foi descurado. À boa forma da banda, facto de assinalar para quem não tocava em conjunto desde 1985, juntava-se um belíssimo anfiteatro natural capaz de tornar esta noite diferente das outras. Afinados e coordenados, Sting, Andy Summers e Stewart Copeland não mostraram sinais de velhice.

Foram duas horas de espectáculo com muito rock'n'roll À mistura, o que significa que houve espaço para solos. Os três ecrãs que individualizavam cada um dos músicos não esconderam as rugas mas provaram que esta é uma banda e não apenas o grupo de Sting.

Na primeira parte, os Fiction Plane não desmentiram aqueles que os classificam como a banda do filho de Sting. O timbre é tão semelhante que as comparações são inevitáveis. Competentes sem deslumbrar, aqueceram uma noite que só mais tarde se viria a revelar memorável.|

(c) Diário de Notícias by Davide Pinheiro

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